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A paz do Senhor Jesus Cristo. Hoje é
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Você tem visto o invisível?

"Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível." Hebreus 11 v.27

É bem verdae que todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11 v.6), entretanto poucos são os que praticam a fé como Moisés fez no texto citado. Neste capítulo especificamente de Hebreus (Hebreus 11) vemos muitos exemplos de fé. São exemplos de pessoas  que aos nossos olhos ou à luz de nossa razão não podiam  ter seus problemas resolvidos ou gozarem das promessas de Deus.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

O mundo na igreja!

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." Mateus 5 v.13


Desde muito novo (no evangelho) aprendi que o mundo é  mundo e igreja é igreja e ponto final. Sou anti-legalista de carteirinha, mas em uma coisa concordo: "Não podemos trazer o mundo (costumes, festas) para dentro das igrejas." É como misturar o sagrado com o profano. Quando eu estava no mundo eu era, biblicamente falando, um filho da desobediência. Afinal de contas meus pais (Adão e Eva) desobedeceram a Deus e por consequência toda a humanidade desobedeceu a Deus. Hoje às vezes posso até ser um pouco desobediente, vez ou outra rebelde, mas me arrependo e alcanço a misericórdia de Deus, antes eu era do mundo e andava segundo o Deus deste século, o príncipe das potestades do ar (Efésios 2 v.2), era um filho da desobediência. Esta condição, filho da desobediência, tinha como consequência a ira de Deus (Colossenses 3 v.6) pelas coisas que eu fazia, não adiantava tentar amenizar meus atos, me declarando inocente (Efésios 5 v.6 e Êxodo 34 v.7). Entretanto graças a Deus eu venci o mundo e fui nascido de Deus (1 João 5 v.4 e 1 João 4 v.4), fui escolhido neste mundo (João 15 v.19). Não posso me conformar com este mundo e nem tampouco compactuar com ele, devo sim ser transformado (Romanos 12 v.2), não posso mais me envolver com o mundo pois ele pode, e acreditem vai me corromper se eu deixar (2 Pedro 1 v.4), o passado ficou para trás e não pode voltar mais, somos novas criaturas, não posso ter amizade com o mundo (me refiro ao mundo não às pessoas que vivem nele) se ajo assim sou inimigo de Deus (Tiago 4 v.4). 
Tudo que escrevi até agora são justificativas bíblicas para que nem eu nem a igreja se envolvam com o mundo, este texto tem como propósito esclarecer a respeito do que tem  acontecido muito em nossas igrejas: Trazer o mundo para dentro da igreja. A desculpa é sempre a mesma: buscar alternativas para resgatar as almas perdidas custe o que custar. Nós estamos vivendo uma época em que o mundo passou a avaliar tudo apenas pelo resultado. É filosofia do pragmatismo. O que é pragmatismo? O pragmatismo é muito semelhante ao utilitarismo. É a crença de que os resultados, e/ou utilidade, estabelece o padrão para aquilo que é bom. Para um pragmatista/utilitarista se uma técnica, ou mesmo um método produz o resultado desejado, a utilização de tal recurso é válida. Porém eu creio que devesse existir um limite, por exemplo recentemente li um texto e vi um vídeo, estarrecido, com o título de "o passinho do abençoado", inclusive me recuso a direcionar os leitores a este material. No vídeo assisti a um cantor (recém convertido) fazendo uma paródia com uma música que ele cantava  quando participava de uma grupo de funk, a letra teve alterações é claro, mas a "batida" é a mesma e pasmem os irmãos de paletó e gravata inclusive dançavam funk dentro da igreja inclusive com verdadeiras performances dignas dos maiores dançarinos dos bailes funk deste Brasil. Um dos sinais mais visíveis do pragmatismo na igreja são as mudanças convulsivas que, nas últimas décadas, tem "revolucionado" o culto nas igrejas. Onde a filosofia passou a ser de planejar e realizar cultos dominicais que sejam mais divertidos do que reverentes. Muito mais show do que adoração. Qual o resultado disso? Um culto mais centrado na pessoa humana (antropocêntrico), do que centrado na pessoa de Deus (teocêntrico). O mais grave é que a teologia é forçada a ceder o lugar de honra à metodologia. Sou contra pois: se me converti, me converti, não posso mais praticar, sobre nenhum pretexto, aquilo que eu fazia antes no mundo. Não posso inserir a palavra, que é santa, no que é profano, quando faço isso ela se torna infrutífera (Marcos 4 v.19), não posso usar o argumento de que "muita gente gosta", "todo mundo sabe que vai funcionar", "atrairá muita gente", o que dá certo no mundo é do mundo e envolve o mundo (1 Coríntios 3 v.19). Sem falar é claro de que nem todos os que estão hoje na igreja, seu rebanho Pastor, vão apoiar estas atitudes e certamente aqueles que fracos estão, cairão e dificilmente se levantarão novamente. Isto é cegueira espiritual pura e simplesmente cegueira (2 Coríntios 4 v.4).  Tenho que deixar bem claro aqui que não sou contra à inovação em si . Tenho plena consciência de que, por exemplo,  os estilos de adoração estão em constantes mudanças. Sinto que se Charles Spurgeon chegasse à nossa igreja hoje, ele não gostaria de nosso teclado, de nosso contra-baixo, de nossa orquestra. Não sou preso e nem poderia me prender a esse ou aquele estilo de música ou liturgia. Na verdade sou até mesmo contra a estagnação das igrejas. Também como disse no início sou contra os legalistas que fabricam normas arbitrárias a fim de dizer o que é aceitável ou não nos cultos. Todavia, meu propósito aqui  é contra a filosofia que dá a  Deus e a sua Palavra um segundo lugar na igreja. Discordo daqueles que acreditam que técnicas e métodos humanos podem resgatar almas para os céus com mais eficiência do que o Deus Todo Poderoso e sua poderosa palavra. Uma frase de  MacArthur merece ser lembrada aqui: "Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja". Que o amor de Deus que excede todo o nosso entendimento seja derramado sobre a sua vida e de sua família em nome de Jesus Cristo. Amém!

Amigos de Deus ou apenas conhecidos?

"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer." João 15 v.15


O homem é um ser social, vive em grupos no que chamamos de sociedade. Como ser social ele se relaciona com outros seres da mesma espécie (outros homens e mulheres), este relacionamento tem diferentes níveis que são chamados pela sociologia de círculos, círculos de amigos, colegas e conhecidos, entre estes níveis destacaremos dois: amigos e conhecidos. Vou classificar do menor para o maior (contato/convívio), pode-se até haver confusão, mas acredito que a distinção é necessária.
Conhecidos são aqueles que estão próximos de nós por: morarem no mesmo bairro, estudarem na mesma escola, colégio ou faculdade, frequentar os mesmos lugares,  trabalharem no mesmo emprego que nós, usarem no mesmo horário os mesmos meios de transporte que nós. Porém nosso relacionamento é limitado muitas vezes a um encontro diário com ou sem conversa (muito curta, limitada ao clima e alguma notícia importante ou fato recente), a uns simples bom dia, boa tarde, boa noite ou apenas um aceno de mão ou ainda (em alguns casos) a um breve sinal de positivo. Estes nossos "conhecidos" nada sabem de nossas vidas (não por meio de nós) além de onde nos vemos ou das coisas que fazemos juntos ou próximos, não há intimidade, não há uma maior aproximação, não há sequer apoio ou companheirismo. 
Amigos já são muito diferentes: podem ou não morar no mesmo bairro, estudar na mesma escola, colégio ou faculdade, frequentar os mesmos lugares ou trabalharem no mesmo emprego. Ressalto que ninguém nasce amigo, antes é conhecido, depois vira colega e só então amigo. Amigo é aquele que conosco compartilha a vida, amigo é companheiro, é preocupado com nossa saúde, conhece nossos gostos, conhece nossas fraquezas, frequenta nossa casa, participa de confraternizações com nossa família (aniversários e datas festivas diversas). Amigo conhece nossos problemas afinal está conosco nos momentos alegres, mas também nos momentos de tristeza.  Tive que descrever estes dois círculos pois o que temos visto é que muitos de nossos irmão em Cristo vivem a maior parte do tempo como "conhecidos" de Deus e quando a coisa aperta querem se chegar ao Senhor como amigos. Temos vantagens em ser apenas "conhecidos" de Deus? Imagine uma situação hipotética: Alguém por um motivo qualquer lhe afronta e ameça, então você diz: "Não faz isso não, sou conhecido de Deus hein! Amanhã quando eu o ver vou falar com ele, espera um pouco amanhã é feriado? Se for só vou falar com ele depois de amanhã, mas você vai ver só." Ainda existe a possibilidade deste "conhecido" não ter seu nome ligado a você pelos seus afrontadores (Atos 19 vv. 13-14). Assim sendo entendo que não existem vantagens em sermos apenas "conhecidos" de Deus. E quanto a sermos amigos de Deus? Então a história é bem diferente. Veja o exemplo de Abraão que  foi chamado amigo de Deus (Tiago 2 v.23). Abraão é reverenciado por diversas razões. Primeira, ela aceita o chamado de Deus para ir a uma terra que ele não conhecia e que Deus lhe mostraria no decorrer do caminho, terra esta que seu pai desistiu de procurar. Segundo na sua jornada, passa por muitas dificuldades, que expõem suas imperfeições. Por exemplo, mente mais de uma vez, dizendo que sua esposa é sua irmã. Contudo em cada novo desafio, Deus o liberta e sua fé é reanimada. Também enfrenta o grande desafio de seus parentes que, em certo momento, tomam decisões erradas, como Ló ao armar sua tenda em Sodoma. Abraão implora para que Deus poupe Sodoma e Gomorra, mas infelizmente Ele não o atende. Porém, a preocupação e as orações de Abraão pela família do sobrinho ajudam a salvar a vida de alguns. 
Como se não fosse suficiente, Deus diz a Abraão para matar seu filho Isaque, aquele mesmo Isaque, o filho da promessa, aquele que iria dar origem a várias nações, descendentes inumeráveis como a areia do mar. A reação de Abraão nessa situação testa os limites de sua credulidade e também de sua amizade com Deus. 
A vida de Abraão é um estudo sobre fé e obediência, mesmo quando os fatos parecem não fazerem sentido, afinal amigos estão sempre prontos a ajudar. Deus nos chama não para analisar os fatos; Ele nos convida sermos seus amigos. Analise agora sua relação com Deus e veja se você o tem tratado como amigo ou apenas como conhecido? Se seu relacionamento com ele se encaixou em minha descrição de conhecidos pare tudo que está fazendo agora e ore ao Senhor e peça para ser amigo de Deus! Que o amor de Deus que excede todo o nosso entendimento seja derramado sobre a sua vida e de sua família em nome de Jesus Cristo. Amém!